sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

NOTÍCIAS NO JORNAL


É COM PESAR QUE REGISTRAMOS O FALECIMENTO, ONTEM, 17.05.2016, DO MÚSICO DO CLUBE LITERÁRIO, PEDRO PAULINO, O PEDRÃO. 

DURANTE ANOS PEDRÃO ACOMPANHOU A CARAVANA DO CLUBE LITERÁRIO PARA A APRESENTAÇÃO DOS SARAUS EM GRAVATAÍ, CANOAS, CACHOEIRINHA E PORTO ALEGRE.

SUA TRAJETÓRIA DE VIDA FOI TÃO RICA QUE SUAS AVENTURAS E DESVENTURAS COMPUSERAM UMA OBRA ASSINADA POR BORGES NETTO: NO ABISMO DE ROSAS.

O VELÓRIO ACONTECERÁ NO MEMORIAL DA COLINA EM CACHOEIRINHA (ESTRADA DO RITTER) E O ENTERRO ÀS 14H NAQUELE CEMITÉRIO.

FICAMOS ETERNAMENTE GRATOS PELO CONVÍVIO FESTIVO EMBALADO PELOS ACORDES DE SEU VIOLÃO E PELA VOZ INCONFUNDÍVEL QUE DAVA ÀS CANÇÕES.




Deu no Jornal

Correio de Gravataí p2 ( 18/05/2016)-Comunidade

O TEMPO
O tempo é fator preponderante para o desenvolvimento do homem, é por ele que medimos tudo, o nosso trabalho, as nossas esperas; o nosso lazer, o nosso cansaço.
É através dele que o homem se atrasa; chega no horário.
Medindo o tempo, nascemos; crescemos; tornamo-nos jovens; envelhecemos e morremos.
E depois, olhamos para o que passou, e teremos a História.
Evocando os tempos idos, temos a saudade, que é uma palavra sem tradução, só conhecida em língua portuguesa, parece até que só nós que falamos o idioma é que possuímos esse sentimento.
Relembrando o passado, então, muitas vezes choramos, lembrando àqueles que já partiram; ou lamentando as coisas que deixamos de fazer. Mas o tempo passou.
De qualquer forma, mesmo que não nos preocupássemos com o tempo, ele passaria de qualquer jeito. Por isso, uma frase que define bem àqueles que durante toda sua trajetória por este mundo deixaram de fazer tantas coisas, alerta-nos que “se ficarmos parados durante muito tempo, nos tornaremos espectadores”. E o pior de tudo, é que veremos que nos tornamos espectadores, ainda mais velhos...
Assim, a melhor coisa a fazer com o tempo, não é ficarmos nos preocupando com ele, mas aproveitá-lo, da melhor maneira possível.
Há pessoas que, no entanto, passam o tempo todo lamentando-se. Outros que vivem brigando com tudo e com todos, durante todo o tempo. E há aqueles que ficam sentados esperando que um dia coisas boas aconteçam na sua vida, sem irem em busca dessas mesmas coisas. Contudo, existem criaturas que preenchem o seu tempo com coisas salutares e revigorantes. E os que dizem que não tem tempo para nada?
Nada obstante, o tempo vai passar, sempre no mesmo ritmo, embora achemos que ele ande muito devagar, ou muito célere.
Cá para nós, o que não podemos mesmo é perder tempo, porque ele irá se desenrolar quer queiramos ou não, por isso, viver intensamente a vida é um modo assaz inteligente de aproveitarmos o tempo.

Fernando Medina

Correio de Gravataí p2 (17/05/2016)-Comunidade

A infância e a bicicleta 
Sempre que minha infância, com sua investida impetuosa, me aborda, lá estou em camiseta e calção, pedalando forte na busca das margens do rio Gravataí. Subo e desço encostas, vou por estradinhas mínimas, picadas, barrancos... Quem, quando criança, não desafiou a sabedoria dos mais velhos e se arriscou banhar-se no Passo das Canoas?
O nervosismo é empurrado para os pedais. A impaciência e o medo se espalham pelo corpo. O desejo de chegar mais depressa me faz mais imprudente. No salto sobre o último barranco quase fui ao chão. E uma poeira se ergueu da trilha deixada pelas vacas.
Naquela época não havia as grandes rodovias que se cruzam bem ali. Havia apenas estradas de chão batido e um matagal só. Espinheiros por diante. Me abaixava para evitar um sinal que denunciasse onde estive. Uma verdadeira aventura. E tinha que retornar sem um arranhão. Não iam acreditar que havia um maricá do corredor central da Matriz, bem no caminho para a ingestão da hóstia. Mas a imprudência é parceira da infância.
O trajeto não era longo. Aqui e ali outro menino de bicicleta. Alguns a pé mesmo. Era como um chamado da natureza. Um ritual de passagem. Ri muito quando encontrei o filho do Fonseca indo a cavalo. Hoje me envergonho daquela risada.
Passei pelo conserto de um pneu furado, um paralamas solto e outros problemas de menino. Minha bicicleta estava muito bem “azeitada”. Não tinha como me deixar na mão.
Que dia lindo! Um sol como aquele nunca mais. Um rio como aquele nunca mais. Uma infância como aquela nunca mais. Mergulhava na clareza e na frescura daquela água. A corrente ia mansa mais pelo meio do rio. Eu ficava mais naquele banco de areia que ainda hoje persiste. Nunca fui muito corajoso. Outros meninos desafiavam a correnteza e iam até a outra margem, onde, um homem agarrado ao barranco, com gestos lentos, jogava a tarrafa e a retirava repleta de peixes.
E então era hora de voltar. O menino que pedalava para encontrar o paraíso precisava pedalar mais forte para voltar à realidade.
Borges Netto


Correio de Gravataí última capa (sexta e sábado 6 e 7/05/2016)

POETAS PROGRAMAM LANÇAMENTOS DE LIVROS
Clube Literário de Gravataí produz algumas obras e sede espaço para autores divulgarem trabalhos

Por Priscila Milán
No próximo sarau do Clube Literário de Gravataí, marcado para o dia 14 de maio (sábado), às 18h, no Shopping de Gravataí (Avenida Centenário, 555), o poeta Júlio Alves vai lançar seu segundo livro, produzido com recursos do fundo da cultura da capital. A obra, intitulada Concerto Feito de Ex-tragos, reúne em torno de 70 poemas. Segundo o autor, a publicação foi lançada, inicialmente, em Porto Alegre. contudo, por manter vínculos com a cidade, optou-se por realizar este evento também. Júlio destaca que residiu em Gravataí de 1972 a 2000 e tem familiares e amigos no município. além disso, ele acompanha o trabalho de alguns autores locais.

Júlio, se dedica ao ofício de escritor há aproximadamente dez anos.Embora tenha preferência pela poesia, não descarta a possibilidade de trabalhar com outros gêneros literários, como o conto. o primeiro livro do poeta foi publicado em 2013, através de um concurso do Instituto Estadual do Livro (IEL). nos trabalhos, o autor costuma abordar diferentes temáticas, utilizando com frequência recursos como o humor, ironia e um tom de crítica social. os textos geralmente são curtos, o que combina com a divulgação em rede social. "E eu raramente uso imagens. prefiro a crueza ou leveza da palavra", frisa.

O poeta costuma participar de saraus na região metropolitana e outras cidades gaúchas. em uma dessas ocasiões conheceu o também escritor Carlos Albani, que vai apresentar o projeto musical Cavalgando o Vento no lançamento do livro.

Projetos do Clube Literário
Conforme o presidente do Clube Literário de Gravataí, Fernando Medina, atualmente a instituição se dedica a produção de livros de vários autores locais. Um dos lançamentos previstos para este ano é uma obra de Carlos Albani. O autor revela que o projeto deve mesclar música e poesia, característica já trabalhada com o Cavalgando o Vento. Conforme Albani, a estimativa é que a publicação seja lançada até o final de 2016. "Também tenho dois livros prontos, à espera de recursos para publicação", salienta.

Borges Netto também se dedica a produção de trabalhos pela editora do Clube Literário. No mês que vem, ele pretende lançar no sarau Poemas em Si Menor. Já para a Feira do Livro de Gravataí, o escritor planeja o lançamento de Canção para Ana. Medina está produzindo O Circo, seu segundo livro. Além disso, estão previstas publicações de Alice Reichelt e Juliano Perlinzer. Entre as obras mais recentes confeccionadas pelo Clube Literário estão Um Deserto Logo Ali, de Borges Netto, e Literatura Contemporânea de Gravataí, de Eduardo Jablonski.

Correio de Gravataí p2 (13.04.2016)-Comunidades

Cativando o leitor na primeira página

Quando apanho um novo livro sempre fico na dúvida se foi uma boa escolha. Quero estar comprometido com a leitura já na primeira página. Nada mais frustrante que chegar ao meio do livro sem ânimo de seguir em frente. Tenho meus autores preferidos, mas estou sempre atrás de novidades.

Por estes dias adquiri O Mar, do escritor irlandês John Banville, ainda desconhecido às minhas leituras. E que surpresa ao iniciar: “Os deuses partiram no dia daquela maré estranha”. Minha insegurança com o Banville desapareceu de imediato. Reli o parágrafo. E mais uma vez. Apenas oito palavras. Num impacto Banville desenvolve a ideia com perfeição. E tenho duas informações para decifrar: A maré esta estranha e os deuses partiram. Fico alerta. Algo de anormal está acontecendo naquele palco. Sem os deuses estamos abandonados às tragédias. E a primeira é esta maré estranha. Fico atento, pois pode subir muito e atingir minha casa. E já estou dentro do romance.

E segue o texto: “Durante toda a manhã, sob um céu leitoso, as águas da baía foram subindo, subindo, atingindo alturas inauditas...”. As palavras são exatas e dão o ritmo pretendido pelo autor. É um texto para ser lido sem pressa. Cada palavra deve ser absorvida no devido tempo. E percebe-se esta determinação do autor na repetição separada pela sílaba: “...as águas da baía foram subindo, subindo...” Não há como disparar na leitura com este ritmo e esta elegância. Porque escrever um livro não é apenas contar uma história.

E vem um novo elemento: “Os despojos enferrujados do velho navio encalhado lá na entrada da barra, e que, para qualquer um de nós, estavam naquele lugar desde sempre, devem ter achado que tinha chegado a hora de voltar a navegar.” O velho barco está balançando. Vocês não perceberam? Ao menos preciso fechar os olhos para vê-lo à deriva.  As palavras foram escolhidas com cautela e simplicidade. Banville foi poético com o tema. E firme com os argumentos.

E o que trata este romance de Banville? A personagem volta a cidade litorânea de sua infância onde passava as férias. Recorda o encontro com uma família que frequentava a mesma praia, estabelecendo uma relação complexa, íntima, de aceitação e comprometimento. Com uma prosa marcante durante toda a narrativa, com personagens delineados com extrema precisão e perturbadora proximidade. É um esplêndido e cativante romance. 

Borges Netto 

Correio de Gravataí p2 (12 e 13/02/2016)

Razões para escrever

Tenho pensado nas razões que leva alguém a escrever. No meu caso escrevo porque escrever dá sentido à minha vida. Não consigo me imaginar longe das minhas tramas e da criação de meus personagens, mesmo quando perco o controle sobre eles.

Ouvi de um autor que escrevia por passatempo.  Um excelente passatempo, pensei. Um passatempo solitário e espinhoso.  Porque desenvolver uma narrativa ficcional é andar por um caminho espinhoso. O exercício de produzir um bom texto exige concentração extrema, dedicação e incansáveis revisões. São tantos os detalhes emocionais a ser trabalhados; a busca incansável pela melhor palavra; o sentido exato de cada palavra para cativar o leitor; a ambientação e uma infinidade de coisas. E depois armar as intrigas, elaborar as trajetórias, os diálogos. E nunca, jamais, aborrecer o leitor, conforme orientou Machado de Assis.

Mas a Literatura tem que ser encarada como algo mais do que um simples divertimento. É o registro de um tempo em um espaço. Por mais ficcionais que sejam os personagens ou a narrativa, ela reflete o momento do autor e seu convívio dentro da sua comunidade.

Aldous Huxley, o autor do Admirável Mundo Novo, declarou que escrevia pela necessidade de ordenar os fatos que observava e que davam sentido à vida. Além do amor que tinha pelas palavras e o desejo de manipulá-las.

Segundo o escritor russo Ievguêni Ievtuchenko em Os frutos selvagens da Sibéria (p.31): “A literatura é exatamente o que lembra ao povo que é povo, à humanidade que é humanidade. Foram os escritores que atingiram esse objetivo que sempre se furtou aos médicos: anular a fatalidade do desaparecimento dos seres e das coisas. Ainda que suas personagens tenham vivido num tempo extremamente distante, eles permanecem no seio do povo, e a morte nada pode contra eles”.

Por estes, e tantos outros motivos, criou-se em Gravataí o Clube Literário. Desta forma encontramos outros afins que se se preocupam em registrar sua imaginação, seus anseios, seu tempo e sua comunidade.


Produzir Literatura é banhar-se numa fonte de prazer singular.


Correio de Gravataí p2 (17/02/2016)

Um bom livro e um bom escritor

Borges Netto

Concluí a leitura de Uma História do Mundo de Penelope Lively. O título original é Moon Tiger. Os títulos adaptados para o Português seguem apenas um critério: o de atender estratégias de vendas. Ignoram o título escolhido pelo autor. Triste mercado editorial brasileiro.

A personagem Cláudia é uma historiadora popular, talentosa e sem papas na língua.  Enviada ao Cairo como correspondente de guerra em 1941, faz reflexões sobre a própria vida, o tempo que viveu e as ressonâncias da história. Durante a narrativa está acamada no hospital. A beira da morte vai lembrando os fatos e envolvendo o leitor. É um formato já conhecido na literatura e atende ao objetivo de forma eficiente.

Numa ida à frente de batalha encontrou Tom, jovem oficial, por quem se apaixona. O romance tem como pano de fundo a guerra no deserto com passagens pelos clubes noturnos de Luxor. Tom morre e a deixa com suas lembranças, sua solidão e suas reflexões.

Numa linguagem sedutora, como deve ser todo o romance, Lively fala com precisão e conhecimento histórico. Um autor não deve falar sobre o que não conhece. Um bom leitor é alguém que está sempre atento. Disso não podemos esquecer quando decidimos contar histórias.

Quando contamos uma história devemos lembrar que a descrição deve trazer a sensação de reconhecimento dos fatos narrados e o tamanho exato para não entediar. E escrever apenas o suficiente limitando sempre o que escrevemos. Não é necessário escrever tudo. Algumas coisas devem fazer parte apenas das suposições dos leitores. Isso faz com que se inicie uma afinidade entre leitor e obra.

E interessante narrar de maneira a fazer com que o leitor esqueça que aquilo é fruto da imaginação de um escritor e passe a tê-la como verdade. Isso fará toda a diferença no entretenimento.

Um vocabulário simples somado à clareza na descrição é fundamental para compor um bom livro.

Muitas vezes abandono a leitura porque a narrativa é chata. Ou o autor perdeu o andamento da narrativa. Não se pode perder o foco sob pena de perder o leitor. E não há nada mais frustrante para um autor do que perder o leitor pela narrativa, quer pela fraqueza de argumentos, quer pela falta de imaginação.

E Penelope Lively, escritora nascida no Cairo em 1933, com esta obra atendeu todos os preceitos apontados para um grande livro.



  


Correio de Gravataí p4 (sexta e sábado 6 e 7/09/2013)

DESPERTANDO PARA O FASCÍNIO DAS LENDAS

Exposição Lendas Brasileiras segue até o dia 11
Leandro Domingos

Mula sem Cabeça, Lobisomem e Vitória Régia são algumas das estrelas da exposição Lendas Brasileiras: do Curupira ao Saci Pererê, promovida pela Fundação Municipal de  Arte e Cultura (Fundarc) em parceria com a Dana Holding Corporation, que segue no Quiosque da Cultura até o dia 11 com a proposta de transmitir o conhecimento de parte do fantástico folclore brasileiro, através dos painéis ilustrados  pelo artista colombiano Rodrigo Rosa, além de contações de histórias e oficinas de desenho e canto.

Crianças envolvidas pelas diabruras do Saci
Fazer com que as novas gerações, acostumadas a televisão, ao vieogame e ao computador, se fascinem pelas peripécias do Curupira. este é um dos desafios enfrentados peçla professora Ester Batista Polli, convidada pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) a fazer parte do projeto Lendas Brasileiras.
o Quiosque da Cultura recebe diariamente alunos da rede municipal para participar das oficinas propostas pelo projeto. E Ester tenta envolver os pequenos dentro de um universo mágico. "Tento fazer uma verdadeira transformação. já me fantasiei de Saci e Saci e agora vou me fantasiar de Curupira. faço de tudo para atrair a atenção das crianças, para envolvê-las neste universo", comenta.
e ao tentar transmitir sua paixão pelo folclore brasileiro, a professora disse estar conseguindo bons resultados. "Foi fantástico ver as crianças envolvidas pelas diabruras do Saci. e afinal, não é exatamente isso que os professores tanto sonham? Transmitir o conhecimento  de forma alegre e prazerosa", diz.


NESTE SÁBADO, DIA 13, ACONTECEU O SARAU POÉTICO E MUSICAL DO CLUBE LITERÁRIO NO SHOPPING DE GRAVATAÍ

veja mais fotos e texto em SARAUS








INAUGURAÇÃO DA LIVRARIA SANTOS NO SHOPPING GRAVATAÍ



Esta semana uma nova livraria passou a integrar o comércio livreiro da cidade. É a Livraria Santos, uma loja no shopping de Gravataí. Para a inauguração oficial, dia 11 de dezembro, o Clube Literário se fez presente com um pequeno sarau poético.
Tamy Caureo e Izabel Moreira
Fernando Medina e Cirio de Melo se encantam
com o conceito da apresentação dos livros


Diovana Rodrigues e Isab-El


Tamy Caureo declama o poema Naquela Noite.
Ao fundo, as representantes da Fundarc, Claudia e Emilena
Isab-El, Denize Domingos e Cirio de Melo

Borges Netto repassa o texto, tendo à esquerda, 
a poeta Izab el e, a direita, a poeta Tamy





O proprietário e "fotógrafo" Jonathan



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VISITA DE LUIS FERNANDO VERISSIMO A GRAVATAÍ

Na contracapa do Correio de Gravataí, em matéria assinada por Paloma Vargas o destaque:
VERISSIMO PARTICIPA DE SARAU "Os alunos não esperavam, mas ele veio até a Escola Municipal de Ensino Fundamental Osório Ramos Correa, na parada 72, no final da tarde da última sexta, 13. Luis Fernando Verissimo, autor dos livros e crônicas trabalhados durante este ano letivo com todas as séries da instituição, participou da 7ª edição do sarau da escola."

E lá estava o Clube Literário, que ativamente participa dos eventos desta escola.

Borges autografa para Veríssimo
A Amante do Rincão da Madalena
Com Verissimo os escritores Izabel Moreira e Círio de Melo
na companhia da prof. Silvia e diretora Zuleica
Verissimo com Denize Domingos
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A entusiástica professora Lu 
cumprimenta Verissimo 
tendo ao lado da professora Silvia


Emilena Denicol, Coordenadora Literária
da Fundarc representou a entidade


"Segundo a diretora da Osório, Zuleica Costa, a ação é a culminância de todas as atividades interdisciplinares realizadas durante o ano que incentivam, principalmente, a leitura. "Lendo, eles melhoram também a oralidade, o que procuramos trabalhar, para que saibam como se posicionar e apresentar o que pensam."
Ela comenta que a expressão também é trabalhada com o grupo de teatro da escola. além disso, o projeto sacola literária resgata o vínculo familiar e estimula não apenas o aluno, mas também os demais membros da casa, a ler."
Correio de Gravataí - Paloma Vargas

"Quem acompanha o autor Luis Fernando Verissimo sabe que ele é uma figura tímida e introspectiva. porém, ele revela que não deixa de aceitar os convites de escolas e professores para interagir com os alunos. "Sempre que é possível venho nas atividades escolares para colaborar nesta batalha, que é incentivar o gosto pela leitura."
Correio de Gravataí - Paloma Vargas

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29ª  FEIRA DO LIVRO DE GRAVATAÍ HOMENAGEIA PEDRO ELTZ
Sobre o homenageado revela o Correio de Gravataí em sua edição de 23 e 24/10/2015
em matéria assinada por Priscila Milán

"Pedro Eltz também escreveu peças teatrais, encenou e dirigiu espetáculos no Grupo Gravataiense, na década de 70. em 1994, ele publicou o primeiro livro, Pequenas Coisas de Amor. depois foram lançados Pequenas Coisas da Vida, Onde Estão os Anjos de minha Aldeia?, Versos ás Mulheres Amadas e A Mulher do Vizinho e Outras Histórias. A Secretária de Educação, Sônia Oliveira, destaca que o professor também foi responsável por escrever a história de Dorival de Oliveira, pai dela.  O escritor homenageado aponta que problemas de saúde fizeram com que interrompesse as produções textuais, porém ele planeja retomar em breve o trabalho. pedro relata que pretende publicar um romance, uma história de amor que terminou com uma carta de despedida, após um mal entendido."

Pedro Eltz, considerado o criador da Fundarc, destacou-se pela organização das artes na cidade. Como Diretor-Presidente da Fundarc organizou as associações de teatro, artes plásticas, música e literatura. No ramo específico da literatura participou da criação da Associação Literária de Gravataí, empossando seu primeiro Presidente, o escritor Borges Netto. Após cinco anos no comando da Associação, Borges Netto criou outro grupo, O Clube Literário de Gravataí, mantendo originalmente as diretrizes apontadas por Eltz.

Poeta reconhecido em outros municípios, Eltz já foi o Patrono da Feira do Livro de Cachoeirinha.

Dois poemas de Pedro Eltz, do livro Versos ás Mulheres Amadas:
Prisioneiro = Um certo dia fui conhecer o amor/e desde então tudo se transformou/alegria e tristeza, riso e dor./inferno e paraíso em mim morou//Então amei alguém com todo fervor/e esse alguém o meu amor desprezou.../Tornei-me um triste e pobre sofredor./prisioneiro de quem não me amou.//Vivi numa doce e amarga prisão,/sendo prisioneiro o meu coração.../E um dia libertei-me, finalmente!//Liberto, minha alma nada sente/e sinto-me como um estrangeiro.../Ah! se eu fosse outra vez prisioneiro..."

Tua resposta = E porque eu disse/que gostaria de ser/prisioneiro novamente/tu sorriste docemente/e com teu lindo olhar/me aprisionaste...









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